Dicas para escolher a cultivar certa

A escolha da cultivar é um dos primeiros passos do agricultor na hora de preparar a safra de soja. Existem mais de 500 tipos de sementes disponíveis no mercado, diante dessa variedade muitos produtores sentem dificuldade para escolher uma cultivar que seja ideal, pois isso pode fazer uma grande diferença na produtividade da lavoura.

Diante disso, a pesquisadora da Embrapa Divania de Lima dá algumas dicas para o produtor escolher a semente de soja ideal:

Adaptação à região

A dica mais importante é verificar se a cultivar tem adaptação para a sua região. Anualmente o Ministério da Agricultura lança uma portaria onde é definida uma gama de cultivares que o agricultor pode usar.

Sistema de plantio

O segundo passo é pensar no sistema de plantio que o sojicultor segue. Se o produtor costuma plantar alguma cultura de inverno ou o milho de segunda safra, o ciclo das cultivares é algo que precisa ser levado em conta.

Se o produtor tiver interesse em produzir o milho safrinha, é ideal que ele plante cultivares de ciclo mais precoce e que tenha um bom estabelecimento dos plantios iniciais. Se o agricultor optar por sistema de produção onde os cereais de inverno sejam o foco, ele pode utilizar cultivares um pouco mais tardia, ou de ciclo semi-precoce, em torno de 125 a 130 dias.

Vigor da semente

Sementes de alto vigor costumam ter raízes mais profundas, conseguindo enfrentar melhor períodos secos. O sucesso da lavoura depende da qualidade da semente.

Concluindo, a cultivar ideal é aquela que se adapta melhor a região de plantio, possui um ciclo dentro do calendário de plantio da propriedade e possua qualidade.

Tipos de cultivar

Existem dois tipos de sementes: a convencional (sem modificação genética) e a transgênica (com melhorias na estrutura do grão). O primeiro tipo possui vantagem econômica.

No segundo tipo (as transgênicas), há duas gerações: a primeira é resistente ao herbicida glifosato (tipo RR), já a segunda geração possui também tolerância as lagartas da cultura (RR2). As empresas já trabalham com uma terceira geração, que terá resistência a outro tipo de herbicida, permitindo a rotação de produtos. Isso facilitará o combate as plantas daninhas que já ganharam resistência ao glifosato.

 

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Fonte: Soja Brasil