Como combater as principais pragas da soja

Ferrugem Asiática

A ferrugem asiática da soja é uma das doenças mais importantes da cultura da soja, devido ao grande potencial perdas na produtividade que ela provoca. O artigo de hoje vai te ajudar com dicas preciosas para combater essa doença que causa tantos prejuízos as lavouras de todo o Brasil.

Sintomas

O início da doença é marcado por pontos de tom verde claro a verde acinzentado, chamados de flecks, que geralmente surgem nas folhas da soja, mas também é possível que essas manchas ocorram no caule ou nos ramos da planta. Quando os flecks surgem, isso significa que a soja está na fase de infecção pelo fungo.

Se as condições do ambiente continuarem favoráveis, o fungo continua a se desenvolver e a colonizar o tecido da planta, liberando estruturas de reprodução que podem ser vistas pelo produtor. No início, elas têm cor clara e posteriormente ficam amareladas. As folhas infectadas pelo fungo ficam com coloração amarelo ferruginoso, por isso que o nome da doença é ferrugem.

Como identificar

A identificação da doença é feita a partir da observação a campo. Durante a observação, deve ter sempre uma lupa com umas 20 vezes de aumento, para conseguir ver os flecks e as estruturas de reprodução do fungo. Se o produtor ficar em dúvida sobre a identificação dos sintomas, deve levar amostras das plantas para análise em laboratório, onde será possível fornecer um diagnóstico preciso.

Prejuízos

A ferrugem asiática pode causar a perda das folhas sadias e, dessa forma, prejudica a atividade de fotossíntese, o processo que garante a absorção de nutrientes do solo e gera energia para a sobrevivência da planta. O déficit de nutrientes afeta o enchimento das vagens da soja e, assim, os grãos gerados têm má formação, são menores e mais leves.

Tratamento

O combate é ferrugem asiática em lavouras já infectadas pode ser feito com o uso de fungicidas. O manejo mais eficiente é aquele que utiliza mais de um tipo químico, seguindo a orientação de um agrônomo.

Mistura de fungicidas

O uso de um único tipo de agroquímico não é suficiente para o combate da ferrugem, assim é recomendada somente a utilização de misturas de dois ou mais fungicidas para evitar a resistência da doença.

Vazio sanitário

O Vazio sanitário é o período de ausência total de plantas vivas da referida cultura em uma determinada área ou região. A principal função dessa prática é evitar ou diminuir a pressão de pragas e ou doenças na cultura.

 

Nematoides

Os nematoides vêm crescendo dentro do sistema produtivo e tornando-se um dos principais problemas fitossanitários da sojicultora brasileira, muitas vezes inviabilizando algumas áreas de cultivo de soja.

Os nematoides além de causarem diversos danos a planta, também são portas de entradas para outros patógenos, atuando como vetores de viroses, bactérias e fungos e alterando a suscetibilidade do hospedeiro a outros patógenos.

Todas as espécies de plantas existentes podem ser atacadas por fitonematoides, mas a presença destes costuma ser pouco notada pelos agricultores.

Como controlar os Nematoides na cultura da Soja

O controle de nematoides na soja requer a correta identificação do mesmo. Contudo, a medida de controle mais eficiente é a rotação de culturas. O uso de algumas crotalárias é eficiente no controle do nematoide das lesões radiculares, enquanto que a braquiária, o nabo forrageiro, o sorgo forrageiro, a aveia preta, o milheto e o capim pé de galinha são alternativas no controle do nematoide reniforme.

Nematoide do cisto da soja

Para controlar o nematoide do cisto da soja, é recomendável utilizar culturas como arroz, algodão, sorgo, mamona, milho e girassol. Dependendo da infestação da área, recomenda-se o plantio de uma destas espécies durante a safra, deixando sem a cultura da soja por um ano agrícola, para reduzir a população de H. glycines a níveis que possibilite a produção de soja novamente.

O ideal para as áreas infestadas por esse nematoide é a rotação milho – soja resistentes – soja suscetível, para evitar a seleção de raras e permanência da resistência nas cultivares.

Nematoide das galhas

No caso do nematoide das galhas, deve-se utilizar gramíneas forrageiras não são hospedeiras do nematoide das galhas, a integração lavoura-pecuária, pode se constituir numa excelente estratégia de manejo de áreas infestadas. Nesse caso, há que se dar especial atenção ao controle de plantas daninhas nas pastagens, muitas das quais suscetíveis ao nematoide.

É fundamental o uso de rotação de culturas em áreas enfestadas com nematoides, bem como a correta lavagem dos equipamentos e o controle de trafego na lavoura para evitar a disseminação para outras áreas no infestadas.

As variedades resistentes devem ser utilizadas em programas de rotação que incluam também uma planta não hospedeira e uma variedade de soja suscetível.

Não existe um nematicida com potencial para reduzir significativamente a população de nematoides é ponto de eliminar a rotação de culturas, apesar de alguns produtos aplicados em tratamentos de sementes apresentarem efeito supressor no início do desenvolvimento da cultura e, em muitos casos, diminuírem as perdas de produção.

 

Spodoptera Cosmioides

Spodoptera cosmioides (lagarta-preta) é uma das principais espécies de lagarta que alimentam-se de vagens de soja (Glycine max). Possuem alto grau de polifagia, causando danos a diversas culturas de importância econômica além da soja, tais como: milho, algodão, cebola, feijão, café, fumo, sorgo, tomate, trigo, entre outras.

Uma das formas de controle dessa lagarta no Brasil é o uso de defensivos agrícolas registrados para controle químico em plantio de soja, pimenta e berinjela. Além disso, plantas transgênicas expressando proteínas inseticidas derivada da bactéria Bacillus thuringiensis, podem contribuir para o manejo dessa praga, auxiliando na manutenção do potencial produtivo e contribuindo para racionalizar o uso de defensivos agrícolas.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná, Embrapa Soja, Dow AgroSciences e Universidade Federal da Fronteira do Sul avaliou o desenvolvimento e a reprodução da lagarta-preta nas culturas de milho e soja geneticamente modificadas expressando a proteína inseticida Cry.

Em plantio de milho Bt e não-Bt apesar do consumo foliar ter ocorrido, as larvas não conseguem chegar a fase adulta. Isso indica que a praga não consegue completar seu ciclo de vida nessa cultura. Porém, a S. cosmioides pode, por exemplo, migrar de uma erva daninha em um estádio de desenvolvimento mais avançado para uma Bt e causar danos significativos a planta. Nessas condições, em milho Bt, o consumo foliar da lagarta chega a causar 50% menos do que em milho não-Bt, o que mostra a efetividade do milho Bt para controle.

Em soja Bt e não-Bt, não houve alteração no desenvolvimento e reprodução de S. cosmioides. A sobrevivência da praga foi mais do que 80% da população em estudo, confirmando seu grande potencial de dano econômico em plantações de soja Bt e não-Bt.

Uma alternativa para controle dessa praga é o uso de plantas resistentes por outros mecanismos que a tecnologia Bt, atualmente disponível. Nesse sentido, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) avaliaram os tipos de resistência de S. cosmioides em nove genótipos de soja, incluindo um padrão resistente e um padrão suscetível.

Nenhum genótipo apresentou resistência do tipo não preferência para alimentação a lagartas recém-eclodidas e de 3 instar de S. cosmioides. Três genótipos foram relatados como portadores de resistência do tipo antiobiose. Isso significa que a resistência de uma planta ao ataque da praga implica muitas vezes em alterações no comportamento ou na biologia do inseto.

Como o nível de atividade da proteína Cry 1Ac (presente atualmente na soja Bt) contra S. cosmioides, baixo, o que está relacionado com uma tolerância natural do inseto-praga à proteína. O manejo de plantas daninhas desempenha papel importante para o controle dessa praga, assim como a utilização de genótipos de plantas resistentes além do monitoramento de pragas e uso de outras táticas de controle quando forem necessárias segundo o manejo integrado de pragas (MIP).

É importante a definição de medidas complementares de controle adequadas a serem adotadas, pois têm a finalidade de manter a menor densidade populacional capaz de causar perdas significativas ao agricultor.

 

Mosca-branca

A mosca-branca é uma praga que transmite doenças que prejudicam as principais culturas do país, tomate, algodão, hortaliças, mas principalmente a soja e o feijão. Veja a seguir como identificar o inseto, realizar o manejo e acabar com a mosca-branca.

Como identificar a mosca-branca?

A mosca-branca possui corpo de coloração amarelada, dois pares de asas que possuem uma espécie de pó branco e aparelho bucal sugador (usado para inserir no tecido das plantas e se alimentar da seiva). O ciclo de vida da mosca-branca é de cerca de 15 a 21 dias.

Sintomas

As plantas afetadas pela mosca-branca diminuem a produtividade e a qualidade da produção. Além de serem mais propensas ao desenvolvimento de doenças como fumagina, causada por fungos.

Não existe um sintoma direto causado pela mosca-branca, ela é um transmissor de outras doenças que possuem uma variedade de sintomas.

Como prevenir

O produtor deve fazer um plano de amostragem criterioso, contínuo e repetido a cada três dias. Além disso, deve-se eliminar as plantas daninhas antes do plantio e imediatamente depois da colheita, destruir os restos da cultura, fazer o uso correto de inseticidas e o controle das ninfas.

O produtor deve realizar também a rotação de cultura, porque assim quebra-se o ciclo da praga. O ideal é a rotação de culturas com gramíneas. O milho é classificado como uma gramínea.

Controle da mosca-branca

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a melhor maneira de realizar o controle da mosca-branca completo e eficiente. O principal erro do produtor é não rotacionar os inseticidas de modo de ação diferentes e não identificar o estágio do inseto de forma correta.

Clima

A mosca-branca é altamente afetada pela temperatura, pois o ciclo de vida dela varia de acordo com o clima. Por isso, quanto mais quente, menor o ciclo da praga.

O Problema

Um grande problema é que já foram reportados casos de resistência da praga a químicos, mas o método de combate é mosca branca se baseia quase que totalmente no uso desses produtos, já que a maioria dos agricultores brasileiros não realizam o MIP.

Como a praga se espalha

A dispersão da mosca branca acontece por meio do vento, mas também por implementos agrícolas ou produtos agrícolas que carregam os insetos entre diferentes lavoura.